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Como evitar golpe em aluguel por temporada

Viajante confere fotos e mapa de um aluguel por temporada enquanto fala ao celular

Quase todo golpe de aluguel por temporada usa fotos copiadas de outro anúncio e pressa para você pagar por fora. Às vezes o imóvel até existe, mas quem anuncia não tem nada a ver com ele. Por isso uma checagem só não basta.

Os sinais que aparecem juntos

Um desconto sozinho não quer dizer nada. O alerta acende quando várias coisas se somam: preço bem abaixo dos vizinhos, imóvel livre justo no Réveillon ou no Carnaval, anúncio recém-criado, pedido de sinal "hoje, senão perde" e respostas vagas quando você pergunta algo.

Compare o preço total, com limpeza, caução e taxas. Uma tática comum é anunciar diária baixa e cobrar o resto depois, com nomes inventados.

Fotos e endereço

Faça a busca reversa das fotos no Google Imagens ou no Google Lens. Se elas aparecem em anúncios de outras cidades, peça explicação. Repare também se as fotos combinam entre si: a mesma janela, os mesmos móveis, a mesma vista.

Uma chamada de vídeo ajuda, mas o vídeo pode ser gravado. Peça para a pessoa mostrar algo que você escolhe na hora, como abrir a geladeira ou ir até a varanda.

Procure o endereço no mapa e no Street View. Muito condomínio proíbe aluguel de curta duração, e vale saber disso antes. Para falar com a portaria, ache o telefone por conta própria. O número que o anunciante passa não serve para confirmar nada.

Quem está do outro lado

Na plataforma, olhe há quanto tempo a conta existe e o que dizem as avaliações. Só que conta com boas notas também pode ter sido invadida. O ponto principal é manter conversa e pagamento lá dentro. Quando você vai para o WhatsApp e faz uma transferência direta, perde a proteção e o registro do serviço.

Fechando direto com o dono, peça contrato com nome e documento das partes, endereço, datas, valor, regra de cancelamento e de devolução da caução. Foto de documento enviada pelo chat não prova nada. Se o valor for alto ou a história tiver furos, vale consultar um advogado ou o Procon antes.

E nunca mande selfie segurando documento, senha, código recebido por SMS ou foto do cartão.

Na hora de pagar

Confira o nome de quem vai receber antes de confirmar. Se não for o mesmo do contrato, peça uma explicação que você consiga checar. Recuse boleto de link estranho, chave Pix trocada na última hora e cobrança extra para "liberar" reembolso.

Cartão de crédito e pagamento pela plataforma dão alguma chance de contestar, mas não garantem o dinheiro de volta. Guarde print do anúncio, as conversas, os recibos e o contrato.

Antes de viajar

Alguns dias antes, confirme de novo o horário de entrada, como pegar a chave, o contato de quem vai receber e o endereço. Tenha um plano B para a primeira noite e o contato de suporte da plataforma salvo no celular.

Se o imóvel não existe

Chegou e o imóvel não existe, está ocupado ou não tem nada a ver com as fotos? Vá para um lugar seguro, fotografe tudo e acione a plataforma e o banco. Se pagou por Pix, peça ao seu banco o quanto antes a devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), do Banco Central, e registre boletim de ocorrência. Não faça nenhum depósito novo que prometam ser para "corrigir" o primeiro.

Para comparar anúncios sem pressa

Uma planilha simples ajuda a não decidir no impulso. Anote o link, o nome do responsável, o bairro, o preço total, a forma de pagamento, a regra de cancelamento e o que você já conferiu. Salve a página em PDF, porque o anúncio pode mudar ou sumir. É assim que se descobre, por exemplo, duas "pessoas diferentes" usando as mesmas fotos.

Faça perguntas que só quem conhece o imóvel responde: como funciona a entrada, onde fica o disjuntor, se tem vaga na garagem, quem atende durante a estadia. Responder rápido não prova nada. O que importa é se anúncio, vídeo, contrato e mapa contam a mesma história.

Se a pessoa diz que é de uma imobiliária, procure a imobiliária por conta própria e confirme. Viajando em grupo, peça para outra pessoa revisar contrato e beneficiário antes do pagamento.

Quando desistir

Encerre a conversa se surgir ameaça de perder a reserva em minutos, beneficiário que muda, contrato com endereço diferente, recusa em usar a plataforma ou pedido de código que chegou no seu celular. O tempo que você já gastou negociando não é motivo para continuar. Bloqueie, denuncie o anúncio e guarde as provas. Se chegou a mandar documento, fique atento a uso indevido do seu nome.

Fontes

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