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Como cuidar do cabelo oleoso sem ressecar o comprimento

Pessoa lavando o couro cabeludo com delicadeza em um banheiro claro

Raiz oleosa com pontas secas é uma combinação comum. O erro clássico é atacar a oleosidade lavando com força e shampoo forte no cabelo todo: a raiz continua igual e o comprimento fica áspero. O contrário também atrapalha, porque condicionador perto da raiz pesa. O jeito é tratar cada parte de um modo.

Com que frequência lavar

Não existe número certo. Calor, academia, capacete, tipo de fio e hormônios mudam tudo. Se a raiz está oleosa ou o couro cabeludo incomoda, pode lavar. Ficar dias sem lavar para "acostumar" o cabelo não tem garantia de funcionar. A Academia Americana de Dermatologia (AAD) diz que, para quem tem cabelo liso e couro cabeludo oleoso, lavar todo dia pode ser o mais indicado.

Use água morna ou fresca. Água muito quente resseca a pele e os fios. E molhe bem antes de pôr o shampoo, que assim espalha com menos produto.

Shampoo na raiz, e só

Coloque o shampoo em alguns pontos do couro cabeludo e massageie com a ponta dos dedos, sem unha. A espuma que desce já basta para limpar o comprimento. Enxágue até não sentir mais produto.

Segunda aplicação só quando a primeira não deu conta, como depois de muito suor ou de vários produtos de finalização. Shampoo de limpeza profunda serve para isso de vez em quando, seguindo o rótulo, e não para usar sempre.

Condicionador do meio para as pontas

Tire o excesso de água e aplique onde o cabelo embaraça e resseca, longe da raiz. Cabelo fino costuma pedir fórmula leve e pouca quantidade. Fio longo, cacheado ou descolorido aguenta mais.

Com leave-in e óleo vale a mesma regra: comprimento, dose pequena, e aumente só se precisar. Muito resíduo de produto deixa o cabelo com cara de sujo cedo, e aí parece que a oleosidade piorou.

O que encosta na raiz

Escova, pente, fronha, boné e capacete acumulam óleo e suor e devolvem tudo para o couro cabeludo. Lave com frequência e não empreste. Ficar passando a mão no cabelo o dia todo também espalha oleosidade.

Shampoo a seco ajuda num aperto: absorve o óleo, mas não limpa. A AAD sugere lavar o cabelo depois de uma ou duas aplicações. Borrife a uma distância de uns 15 cm, em lugar ventilado, e tire tudo no banho seguinte. Ir acumulando camadas por vários dias pode irritar a pele.

Química, calor e treino

Coloração e descoloração deixam o comprimento mais frágil, mas não mudam a raiz. Concentre máscara e proteção nas partes tratadas. Secador e chapinha muito quentes ressecam ainda mais; use temperatura média e mantenha distância.

Depois do treino, se não der para lavar logo, solte o cabelo para secar. Prender úmido e apertado todo dia quebra o fio, principalmente se ele já passou por química.

Mude uma coisa de cada vez

Teste por algumas lavagens só a quantidade de shampoo. Depois o condicionador. Depois o intervalo entre lavagens. Mudando tudo junto, você não descobre o que funcionou.

Repare em como a raiz está no fim do dia, se o couro cabeludo está confortável e se as pontas desembaraçam fácil. Isso diz mais que o brilho numa foto. Se algum produto novo arder, avermelhar ou piorar a situação, pare de usar.

Quando ir ao dermatologista

Coceira que não passa, feridas, dor, descamação forte, placas ou queda de cabelo repentina não são só oleosidade e não se resolvem trocando de shampoo. Procure um dermatologista. Evite receitas caseiras com vinagre, limão ou óleo essencial puro direto no couro cabeludo; ingrediente natural também irrita.

Hormônios, remédios e estresse mexem com o couro cabeludo. Se você desconfia de um medicamento, converse com o médico antes de parar por conta própria.

Fontes

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