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Como configurar autenticação em duas etapas

Mãos configuram recurso de segurança em celular ao lado de um notebook

A autenticação em duas etapas (ou 2FA) pede mais uma prova além da senha: um código, uma chave física ou uma confirmação no seu celular. Se alguém descobrir sua senha, ainda vai travar nessa segunda etapa.

Por onde começar

Pelo e-mail principal. É por ele que se redefine a senha de quase todo o resto, então quem toma o seu e-mail toma o resto junto. Depois venha a conta Google ou Apple, o gerenciador de senhas, os bancos, as redes sociais e as contas do trabalho.

Entre nas configurações de segurança pelo app ou digitando o endereço do site, nunca por link que chegou numa mensagem. A opção costuma se chamar "verificação em duas etapas", "autenticação de dois fatores" ou "2FA".

Antes de ativar, aproveite para atualizar o telefone e o e-mail de recuperação e para remover aparelhos antigos e sessões que você não reconhece.

Qual método escolher

Do mais forte para o mais fraco:

Método

Como funciona

Ponto de atenção

Chave física ou passkey

Você confirma com o aparelho ou com uma chave USB

Resiste bem a site falso; nem todo serviço oferece

App autenticador

Gera um código de seis dígitos que muda a cada 30 segundos

Funciona sem sinal de celular

Notificação no celular

Você toca em "sim, sou eu"

Só aprove se foi você que tentou entrar

SMS

Código chega por mensagem

Depende da linha e é vulnerável a clonagem do chip

Se o serviço só oferece SMS, ative assim mesmo. Já é muito melhor que só a senha, e você troca quando surgir opção melhor. O que não faz sentido é receber o código do e-mail no próprio e-mail que você quer proteger.

Ativando com um app autenticador

O serviço mostra um QR Code. No app autenticador, toque para adicionar uma conta e aponte a câmera para o código. O app passa a mostrar seis números que mudam o tempo todo. Digite os números que aparecem no momento para confirmar.

Faça isso sem ninguém por perto. O QR Code guarda o segredo que gera seus códigos: não tire print, não mande para ninguém e não deixe a tela aberta. Se o app oferece backup na nuvem, entenda como ele funciona e como recuperar tudo num celular novo.

Com notificação, a regra é uma só: apareceu um pedido de login que você não fez, toque em negar e troque a senha pelo site oficial. Nunca aprove só para a notificação parar de aparecer, porque é exatamente isso que o golpista espera.

Os códigos de recuperação

No fim da configuração, quase todo serviço oferece uma lista de códigos de uso único. Eles são a sua saída se o celular for roubado, quebrar ou for trocado. Baixe ou imprima e guarde fora do celular: no gerenciador de senhas, num arquivo protegido no computador ou num papel em lugar seguro de casa.

Guardar só como print na galeria do mesmo celular não adianta. E ninguém do suporte de verdade precisa que você conte um código desses. Risque os que já usou e gere uma lista nova se achar que alguém viu.

Se o serviço deixar, cadastre um segundo método, como uma segunda chave física guardada em outro lugar. Evite usar o celular de outra pessoa como segunda etapa.

Teste antes de dar por encerrado

Abra uma janela anônima no navegador e entre na conta de novo, para ver se senha e segunda etapa funcionam. Confira também se você sabe onde estão os códigos de recuperação. Só considere a tarefa pronta quando souber como entrar sem o seu celular.

Na troca de celular, passe o autenticador para o aparelho novo antes de apagar o antigo. Alguns apps transferem tudo de uma vez; outros exigem refazer conta por conta. Deixe o celular velho guardado até confirmar que todos os acessos funcionam no novo.

O que o 2FA não resolve

Um site falso pode pedir a senha e o código ao mesmo tempo e usar os dois na hora. Por isso, confira o endereço antes de digitar e, quando o serviço oferecer, prefira passkey ou chave física, que não funcionam em site falso.

Também não vale relaxar com a senha. Cada conta continua precisando de uma senha só dela, de preferência criada pelo gerenciador. E nunca passe código por telefone ou mensagem, nem para quem diz ser do banco.

A cada seis meses, gaste cinco minutos revisando os métodos ativos, os aparelhos autorizados, o telefone de recuperação e onde estão os códigos.

Perdi o celular

Entre pelo site oficial usando outro aparelho já conectado ou um código de recuperação. Remova o celular perdido da lista de aparelhos, troque a senha se houver risco e cadastre a segunda etapa de novo. Se precisar do suporte, use o contato que aparece no próprio site do serviço.

Se o chip foi junto, ligue para a operadora e bloqueie a linha antes de depender de SMS. Vá anotando quais contas já recuperou, para não esquecer aquela que você usa pouco. E não desligue o 2FA de tudo por causa do susto: cadastre de novo e gere códigos novos.

Fontes

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