
Uma assinatura de R$ 19,90 não assusta ninguém. Cinco delas renovando sozinhas por um ano já somam mais de R$ 1.000. E tentar lembrar de cabeça tudo o que você assina não funciona: o jeito é olhar as cobranças de verdade.
Onde procurar
Baixe os extratos do banco e as faturas de todos os cartões dos últimos doze meses. Com um ano inteiro você pega também as anuidades, que passam batido quando se olha só um mês.
Procure por palavras como "assinatura", "mensalidade", "plano", "premium" e "cloud". Atenção: o que você assinou pelo celular costuma aparecer com o nome da loja (Apple ou Google Play), e não com o nome do serviço. Olhe também débito automático, carteira digital e cartão virtual.
Anote cada cobrança numa planilha ou no bloco de notas: serviço, valor, se é mensal ou anual, data da próxima renovação, em qual cartão cai e quem da casa usa. Não coloque número de cartão nem senha nessa lista.
Quando você não reconhece o nome
Muitas vezes o nome estranho é só a razão social de um serviço que você usa. Copie o texto exato da cobrança e procure no seu e-mail; quase sempre aparece um recibo. Depois entre no app ou no site do serviço pelo caminho de sempre e veja o histórico de pagamentos.
Não clique em link de mensagem que promete "cancelar agora". É um golpe clássico.
Se ninguém da casa reconhecer a compra, fale com o banco pelo app ou pelo telefone oficial. Contestar uma compra que você não fez é diferente de cancelar uma assinatura, e o banco vai tratar como contestação.
Manter, cortar ou testar mais um mês
Para cada serviço, responda rápido: alguém usou nos últimos 30 dias? Tem outro serviço já pago que faz a mesma coisa? Cancelar faz alguém perder arquivos ou histórico?
Daí saem três pilhas. O que fica, o que sai e o que vai ser testado por mais um mês. Para essa última, marque no calendário o dia de decidir. Sem data, o "vou começar a usar" dura para sempre.
Plano anual pede cuidado com a data. Veja se tem reembolso proporcional e se cancelar só desliga a próxima renovação.
Como cancelar
Cancele no mesmo lugar em que assinou. Se foi pela App Store ou pelo Google Play, o cancelamento é feito na loja, nas assinaturas da sua conta. Se foi pelo site da empresa, é lá. Apagar o app não cancela nada. Tirar o cartão cadastrado também não: pode deixar uma dívida em aberto com o contrato ainda ativo.
Antes de confirmar, baixe o que quiser guardar: fotos e arquivos na nuvem, notas, playlists. Veja por quanto tempo o serviço mantém os dados depois do fim.
Tire print da tela final ou guarde o e-mail com o protocolo. Na fatura seguinte, confira se a cobrança parou mesmo. Muitas assinaturas continuam ativas até o fim do período já pago, então a última cobrança pode ainda aparecer. Se vier outra depois disso, use o protocolo para reclamar com a empresa e, se não resolver, com o banco.
Plano familiar e benefício duplicado
Antes de cancelar um plano família, pergunte quem usa. Um serviço parado na sua conta pode guardar os arquivos, livros ou o histórico de outra pessoa. Avise com antecedência para dar tempo de exportar.
Vale também ver se você não paga duas vezes pela mesma coisa. Operadora de celular, cartão e pacote de internet às vezes incluem um streaming ou espaço na nuvem. Só confira por quanto tempo o benefício vale: se for promoção de três meses, anote quando acaba.
Depois que você cancela, é comum chegar uma oferta para voltar com desconto. Antes de aceitar, veja o preço depois da promoção e lembre por que saiu.
Para não acontecer de novo
Ao começar um teste grátis, marque no calendário o dia em que ele vira cobrança.
Crie um lembrete alguns dias antes de cada renovação anual.
Deixe ligadas as notificações de compra do cartão.
Receba os recibos num e-mail que você realmente abre.
Repita o pente-fino a cada seis meses. A segunda vez leva bem menos tempo que a primeira, porque a lista já está pronta.
Fontes
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