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Seguro viagem: quando é obrigatório e como escolher

Viajante sentada em um banco de aeroporto conferindo papéis ao lado de uma mala de mão

Muita gente só pensa no seguro na véspera do embarque, quando a companhia aérea ou um amigo pergunta se você já fez. Dá para resolver rápido, mas vale entender o que é exigência e o que é escolha sua.

Onde o seguro é exigido

A regra mais conhecida é a da Europa. Os países do Espaço Schengen (França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha e mais duas dezenas) pedem que o turista tenha um plano com pelo menos 30 mil euros de cobertura para despesas médicas e hospitalares, válido em todos os países do bloco e em todos os dias da viagem. O brasileiro não precisa de visto para turismo de até 90 dias, mas a dispensa de visto não dispensa o seguro, como explica o Itamaraty.

Na prática, nem todo oficial de imigração pede o comprovante. Só que, se pedir e você não tiver, a entrada pode ser negada. Leve a apólice impressa ou salva no celular, de preferência em inglês.

Fora da Europa, a exigência muda com o tempo e com o país. Alguns pedem seguro para emitir o visto, outros na chegada. Antes de comprar, confira no site do consulado do destino. Para a maioria dos países da América do Sul, o seguro não é exigido, mas continua recomendável.

Quanto custa ficar sem

Ninguém faz seguro esperando usar. O problema é que atendimento médico privado em países como Estados Unidos e Canadá é caro mesmo para coisas simples, e fora do Brasil você não tem SUS. O Itamaraty não paga tratamento médico de brasileiro no exterior; o consulado ajuda com orientação e contato com a família, não com a conta do hospital.

Por isso, para viagem internacional, a pergunta costuma ser qual plano escolher, e não se vale a pena ter um.

O que olhar antes de contratar

Compare pelo menos três cotações e leia as condições gerais, não só o folheto de vendas. Os pontos que mais pesam:

  1. Cobertura de despesas médicas. Para a Europa, no mínimo 30 mil euros. Para Estados Unidos, os planos costumam oferecer valores bem mais altos, justamente pelo custo de lá.

  2. Doenças preexistentes. Muitos planos só cobrem a fase aguda de uma doença que você já tinha, e alguns não cobrem nada. Se você tem diabetes, problema cardíaco ou outra condição crônica, procure essa cláusula.

  3. Repatriação. É o transporte de volta ao Brasil em caso de doença grave ou morte. Os planos para a Europa já incluem.

  4. Gestação e esportes. Gravidez, mergulho, esqui e trilhas de altitude costumam ter regras próprias ou exclusão.

  5. Bagagem. Ajuda, mas o valor é baixo e só complementa o que a companhia aérea já é obrigada a pagar.

  6. Datas. O seguro precisa cobrir do dia da saída ao dia da volta. Se a viagem for estendida, contrate a extensão antes de vencer.

Confira se a seguradora está autorizada pela Susep, a autarquia que fiscaliza seguros no Brasil. A consulta é gratuita no site dela, pelo nome ou CNPJ da empresa.

Seguro do cartão de crédito serve?

Alguns cartões, em geral os de categoria mais alta, oferecem seguro viagem quando você compra a passagem com eles. Pode servir, mas confira três coisas antes de dispensar um plano próprio:

  • se a passagem precisa ter sido paga inteira no cartão (algumas regras exigem isso);

  • qual é o valor da cobertura médica e se chega aos 30 mil euros, no caso da Europa;

  • como emitir o certificado para mostrar na imigração, já que muitas vezes ele precisa ser pedido no site da bandeira.

Se o certificado não deixar claro o valor e o período, a imigração pode não aceitar.

Como acionar quando precisa

Guarde o número da central de atendimento no celular e em papel. Em caso de problema de saúde, ligue antes de ir ao hospital, quando der: a central indica um lugar credenciado e, em muitos casos, paga direto. Se a emergência não permitir, vá ao hospital e avise a seguradora assim que possível. Guarde todos os recibos, laudos e receitas, porque o reembolso depende deles.

Perguntas frequentes

Preciso de seguro viagem para viajar dentro do Brasil?

Não é obrigatório. Quem tem plano de saúde com cobertura nacional, ou usa o SUS, já tem atendimento. Há seguros para bagagem e cancelamento, mas são opcionais.

Para a Argentina ou o Uruguai é obrigatório?

Em geral não é exigido na entrada, mas é recomendável, porque o atendimento a estrangeiros pode ser cobrado. Confira a regra atual no consulado antes de viajar.

Posso contratar o seguro depois de já ter saído do Brasil?

Algumas seguradoras vendem para quem já está no exterior, mas costumam aplicar carência de alguns dias. O mais seguro é contratar antes do embarque.

Seguro viagem cobre voo cancelado?

Só se o plano incluir cancelamento ou interrupção de viagem, e nos motivos listados na apólice. Atraso e cancelamento por parte da companhia aérea seguem as regras da Anac, que já dão direito a assistência.

Fontes

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